Os Benefícios da Música para o Cérebro.

Tempo de leitura: 8 minutos

A experiência musical de uma criança inicia bem mais cedo do que você imagina.

Na verdade o aparelho auditivo dos bebês já está completamente formado desde a trigésima segunda semana de gestação, quando o feto já escuta relativamente bem e responde a estímulos sonoros, ainda no útero materno.

De acordo com pesquisas realizadas, o bebê ainda no útero materno ouve os sons emitidos e percebe as vozes da mãe e do pai e, logo em seguida, as palavras que lhe são dirigidas.

Por isso, é papel fundamental dos pais estimular os sentidos da criança, para que ela tenha acesso a uma expressão sonora, que pode ser uma abertura para a música.

A criança que teve estímulos desde cedo, com certeza terá maiores condições e vontade de falar do que a criança pouco estimulada.

Através da captação dos sons que o bebê ouve, desde as canções de ninar, aos sons do cotidiano, o seu cérebro gradativamente vai se condicionando por meio das diversas modalidades de relações melódicas e rítmicas que acontecem ao seu redor.

Como consequência disso a mente musical da criança vai-se moldando e se constituindo através da captação destes sons que o ouvido interno absorve dia a dia, aguçando a capacidade da sua mente para ouvir e perceber as diversas nuances musicais.

O contato que ela tem com a música altera a estrutura física do seu cérebro, que precisa de estímulos para se desenvolver e, a música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos cerebrais.

Quanto mais se expuser a criança a estímulos benéficos, mais ela poderá aproveitar as potencialidades de seu cérebro.

Pesquisas realizadas em pessoas que aprendem um instrumento musical, apresentam aspectos positivos em relação ao seu desempenho cerebral.

Os estudantes possuem menor probabilidade de terem algum tipo de demência, pois o estudo funciona não só para treinar o cérebro, mas também para proteger o funcionamento cognitivo.

A música tem sido reconhecida como uma força poderosa no tratamento de reabilitação, usada clinicamente para tratar:

  • Deficiências na função motora
  • Linguagem
  • Cognição
  • Processamentos sensoriais
  • Perturbações emocionais e que podem resultar de lesão cerebral.

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Platão disse que: “A música é um instrumento mais potente do que qualquer outro para a educação”.

As pesquisas científicas recentes parece estar provando que ele está certo.

Nas últimas duas décadas, o interesse pela ciência do cérebro e pelo papel da música na aprendizagem e educação tem aumentado cada vez mais.

Algumas das principais descobertas foram:

  • Quando um músico toca ou canta, ele ou ela usa aproximadamente 90% do cérebro, mais do que qualquer outra atividade (Wilson, Universidade da Califórnia).
  • Várias áreas do lado esquerdo e os hemisférios direitos são usados ao fazer música. A música é uma atividade de todo o cérebro.
  • As aulas de música na infância realmente potencializam o cérebro.
  • Quanto mais cedo tiver contato com a música, mais se ampliará as potencialidades cerebrais.
  • A música pode ser considerada um “pré-idioma”, e o treinamento musical pode ser útil para exercitar o cérebro para as funções cognitivas superiores.
  • As crianças pré-escolares que receberam aulas de piano mostraram uma melhoria espacial-temporal, aumentando a capacidade de resolver enigmas.
  • A prática instrumental melhora a coordenação, concentração e a memória.
  • Participar de atividades musicais é um ótimo treino cerebral na alfabetização estética e na educação das crianças, pois os mesmos desenvolvem habilidades perceptivas, imaginativas e visuais.
  • “Aprender a controlar o ritmo e o tempo na criação musical em grupo, ajuda os alunos a realizar outras atividades de rotina com mais facilidade e eficiência”.
  • A atividade musical mostrou aumentar a habilidade matemática.

Na verdade, está ficando claro que o cérebro é muito mais flexível e adaptável do que se pensava.

Pesquisas mostram que o cérebro das crianças se adaptam com facilidade, fortalecendo assim as sinapses e reorganizando os caminhos neurais ao longo da vida.

O desenvolvimento do cérebro, portanto, não é predeterminado, mas pode ser moldado.

Nos primeiros anos de vida especialmente, o cérebro passa por um processo de desenvolvimento físico rápido, em que a exposição à música pode desempenhar um papel crítico.

Posso afirmar, sem medo de errar  que: a música tem um papel fundamental no desenvolvimento do ser humano.

Infelizmente a educação foi e é bastante negligente com este aparato.

Fico imaginando: “Como seriam as pessoas, se tivessem a oportunidade de serem educadas através de um processo de musicalização?”

“Lembrando que um processo de musicalização não é somente para formar músicos, mas antes de tudo, formar pessoas mais preparas, mais cultas e inteligentes. Também não quero dizer que só através da música que se adquire potencialidades cerebrais, mas a música é um grande aporte para o desenvolvimento destas potencialidades”.

Se você é pai ou mãe, e deseja que seus filhos sejam educados através de um processo de musicalização, não tenha medo!

É como aquela frase de Platão que já mencionei várias vezes: “A música dá alma ao universo, asas à mente, voo a imaginação, e vida à tudo!”. 

Então, não perca tempo, colabore na educação evolutiva dos seus filhos!

A música como estímulo do potencial cerebral da criança

As primeiras experiências da vida são tão importantes que podem mudar por completo a maneira como as pessoas se desenvolvem, ou seja, o cérebro precisa de estímulos para que potencialize.

Sem isso, por mais rica que seja a herança genética recebida, não haverá avanços.

Alguns cientistas americanos fizeram testes clínicos com bebês e constataram que os bebês que passaram a maior parte de seu primeiro ano de vida dentro de um berço, sem maiores contatos físicos, têm um desenvolvimento anormal.

Pouco estimulados, não desenvolveram os sentidos de equilíbrio e localização corporal.

É comprovado que a musicalidade, como também o raciocínio lógico-matemático, a inteligência espacial, capacidades relativas aos movimentos do corpo, entre outras, dependem de circuitos que são plugados logo na primeira infância, época em que a criança aprende a aprender.

O tempo é essencial. “Não se pode ultrapassar a idade de maturação cerebral”. 

Esses cientistas coletaram imagens tomográficas de cérebros de crianças desde o nascimento até os 12 meses de vida, e perceberam que existe um esforço enorme das crianças para o aprendizado.

E, a música é um dos estímulos mais potentes para ativar os circuitos do cérebro.

A janela de oportunidades musical abre-se aos 3 e fecha-se aos 10 anos.

Então, podemos chegar na conclusão que o melhor momento para que uma criança tenha contato com a música é na primeira infância. Que é onde o cérebro delas está mais receptivo ao aprendizado.

Você pode estar pensando: “Mas como vou fazer isso, se eu não entendo nada de música?”

Calma!

Nosso objetivo é lhe oferecer várias dicas, mesmo que você não entenda nada sobre música.

De todas essas pesquisas, a conclusão inevitável é que:

  • Quanto mais se expuser a criança a estímulos benéficos, mais ela poderá aproveitar as potencialidades do seu cérebro.
  • A influência do ambiente doméstico conta muito.
  • A história emocional da criança, também. Mas é preciso cuidado.
  • As consequências da estimulação exagerada podem ser desastrosas.
  • É fundamental que se respeite o ritmo da criança.
  • Não queira fazer algo por conta própria, sem ter uma orientação embasada.

Acompanhe as dicas que vou dar para você ter êxito neste processo.

Seria errado supor que é possível programar um cérebro infantil a partir de uma sequência infalível de estímulos dados por pais e professores.

Se fosse, quem quisesse fazer de seu filho um músico só teria o trabalho de entregá-lo a um professor de piano desde cedo.

A fórmula deu certo com um gênio como Mozart, mas ninguém lembra que o mesmo tratamento foi dado a sua irmã Maria Anna.

Ninguém pode garantir que determinado estímulo gere um comportamento específico. Por isso, é necessário ter muita prudência, paciência e também conhecimento para tal ação.

Mas pode ficar tranquilo, que o conteúdo que estou apresentando, eu mesmo já apliquei em meus filhos e em diversos alunos. Sem exageros, na dosagem certa e de acordo com a resposta de cada criança.

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Leonardo Júnior 

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