Você sabia que: A Música Colabora na Evolução das Crianças?

Tempo de leitura: 8 minutos

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Se você quiser que seus filhos sejam pessoas mais preparadas para a vida, é fundamental que você proporcione a eles uma educação mais qualificada e direcionada para o desenvolvimento de suas potencialidades. E um dos recursos mais poderosos para a evolução destas potencialidades é a MÚSICA.

Se você souber como prover a música na vida das crianças de forma adequada, estará contribuindo favoravelmente para o avanço de suas competências e habilidades.

“Quando a música é estimulada e desenvolvida desde cedo, a criança tem condições de aumentar suas potencialidades que perdurará pelo resto de suas vidas”.

Cabe aos PAIS a missão de ordenar as crianças para uma vida mais abundante e mais preparada para as diversas situações e exigências que a nossa existência se confronta.

A desinformação, a omissão e o desinteresse em proporcionar uma educação de qualidade nas crianças, pode causar um prejuízo irrecuperável, principalmente no que se refere à formação intelectual e criativa das mesmas.

A Educação musical na Grécia antiga por exemplo, fazia parte do cotidiano das pessoas: nas escolas, na política e nas cerimônias como um todo. Eles entendiam que a música tinha um papel fundamental na edificação do caráter do cidadão.

Platão diz que: A música é o meio mais poderoso do que qualquer outro, porque o ritmo e a harmonia têm sua sede na alma. Ela enriquece esta última, confere-lhe a graça e ilumina aquele que recebe uma verdadeira educação.”     

Muitos pensam que uma educação através da música irá engessar a mente de um indivíduo.

Esse é um pensamento completamente equivocado e distorcido da realidade. Alego isso não por ser um educador musical, mas por ter tido a oportunidade de experimentar e transmitir esse conhecimento a várias e várias crianças, dentre elas, meus próprios filhos.

Posso lhes garantir que a educação musical bem trabalhada, produz resultados extraordinários, pois desenvolve o raciocínio, criatividade e outros dons e aptidões. Os Conceitos difundidos nas atividades impregnarão em suas mentes pelo resto de suas vidas.

Ao contrário do que a maioria supõe, a musicalização infantil não forma instrumentistas e cantores, mas prepara pessoas para a vida.

  1. Inúmeras pesquisas, desenvolvidas em diferentes países e em diferentes épocas, particularmente nas décadas finais do século XX, confirmam que a influência da música no desenvolvimento da criança é incontestável. Algumas delas demonstraram que o bebê, ainda no útero materno, desenvolve reações a estímulos sonoros.
  2. Schlaug, da Escola de Medicina de Harvard (EUA), e Gaser, da Universidade de Jena (Alemanha), revelaram que, ao comparar cérebros de músicos e não músicos, os do primeiro grupo apresentavam maior quantidade de massa cinzenta, particularmente nas regiões responsáveis pela audição, visão e controle motor.
  3. Segundo esses autores, tocar um instrumento exige muito da audição e da motricidade fina das pessoas. O que estes autores perceberam, e vem ao encontro de muitos outros estudos e experimentos, é que a prática musical faz com que o cérebro funcione “em rede”: o indivíduo, ao ler determinado sinal na partitura, necessita passar essa informação (visual) ao cérebro; este, por sua vez, transmitirá à mão o movimento necessário (tato); ao final disso, o ouvido acusará se o movimento feito foi o correto (audição).
  4. Além disso, os instrumentistas apresentam muito mais coordenação na mão não dominante do que pessoas comuns. Segundo Gaser, o efeito do treinamento musical no cérebro é semelhante ao da prática de um esporte nos músculos. Será por isso que Platão já afirmava, há tantos séculos, que a música é a ginástica da alma?
  5. Outros estudos apontam também que, mesmo se o contato com a música for feito por apreciação, isto é, não tocando um instrumento, mas simplesmente ouvindo com atenção e propriedade (percebendo as nuances, entendendo a forma da composição), os estímulos cerebrais também são bastante intensos.

É evidente que esta abordagem que estou manifestando não é de interesse dos governantes. Afinal, os poderosos que regem o mundo não estão nem um pouco interessados em suscitar pessoas mais preparadas e inteligentes. Pelo contrário, eles querem pessoas cada vez mais ignorantes.

REFLEXÕES:

  • Será porque que a educação musical foi extinta das escolas por décadas? E olha que o pouco que temos hoje nas escolas, ainda está bem longe do ideal.
  • Será por que que os pais não incentivam seus filhos a serem músicos, ou simplesmente serem aprendizes musicais?
  • Será por que que os músicos são rotulados como pessoas atoas, desorganizadas e irresponsáveis?
  • Será por que que o conteúdo que estou expondo aqui não é propagado?

Existem várias respostas para estas indagações, mas é importante ressaltar que a educação musical não é desenvolvida da forma que poderia ser e, isso não acontece justamente porque ela é um potencializador no desenvolvimento do ser humano. Não da forma como a grande maioria das pessoas a enxergam, mas como um processo cognitivo que ela pode desbravar.

A música pode se relacionar com todas as áreas do conhecimento: matemática, física, história, geografia, química, biologia, línguas, filosofia, etc…

Então pergunto: “Como uma potência como essa não é explorada e desenvolvida nas pessoas?

 

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O Primeiro contato de uma criança com a música é muito imprevisível, para ela é ao mesmo tempo uma nova descoberta, mas também algo que pode estar latente em sua vida.

É normal que cada uma receba e a absorva de acordo com suas possibilidades e estrutura mental atual.

Certamente, os resultados desta experiência são bastante heterogêneos, pois cada uma possui um processo cognitivo até então advindo de variadas fontes, como por exemplo:

  • da herança genética;
  • de uma predisposição para os sons e os ritmos;
  • Pelo temperamento da criança, ou pelo ambiente familiar;
  • e por outros fatores….

Lembro-me quando dei aula de musicalização para uma menina de nome Amanda, de 8 anos de idade, do 3º Ano do fundamental I. Era o primeiro contato dela com o universo musical.

Em poucas semanas de aula, percebi que ela já se diferenciava dos demais, até mesmo daqueles que já estavam há mais tempo na escola. Tanto no quesito ritmo, como em outros elementos e conceitos musicais, como a percepção, que é algo que na maioria dos casos leva-se tempo para desenvolver, ela correspondia.

Perguntei a ela se já tinha feito alguma aula de música, ou se alguém da sua família tocava algum instrumento musical. Para minha surpresa, ela nunca tinha feito aula de música antes, e ninguém da sua família tocava algum instrumento musical.

Cheguei a conclusão que ela possuía um conhecimento musical implícito, ou seja, a musicalidade já estava latente nela, mesmo ela desconhecendo totalmente esta possibilidade.

Um conhecimento latente pode decorrer de várias situações e contextos completamente distintos.

Por exemplo: mesmo que uma criança nunca tenha sido estimulada propositadamente para a música, as vezes pode acontecer que foi estimulada para alguns elementos musicais de forma inconsciente, através de brincadeiras, jogos, brinquedos, etc…

Outra possibilidade que acho muito peculiar, é quando uma criança tem interesse em algo, e a partir desse interesse começa a observar algumas nuances, mesmo que de forma inconsciente. Por exemplo: a criança que tem curiosidade pelos sons, pelo ritmo, etc…

Existem várias probabilidades que podemos relacionar, que podem influenciar direta e indiretamente alguns processos de aprendizagem da criança.

É importante ressaltar: mesmo que uma criança nunca tenha tido o contato com a música, nem herança genética e nem uma predisposição, ela pode e deve ser estimulada.

Até aos 6 anos de idade a criança tem uma facilidade muito grande de absorção do que lhes é apresentado, principalmente quando se estimula os 3 sentidos: audição, visão e tato.  

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Tenho sido um ferrenho defensor e propagador da educação musical para as crianças.

“Os pais, as escolas e a sociedade não podem abstê-las desta otimização”. 

Isso é muito sério: “Se a primeira infância, período crítico de aprendizado, for mal utilizada, as consequências podem ser irreversíveis”.

“Hoje, podemos entender e explicar certas insuficiências mentais tão comuns na sociedade, causadas pela escassez de uma boa atmosfera afetiva, que a criança aprende e se educa harmoniosamente, e que a cultura de seus pais se perpetua. No caso contrário, produzir-se-á uma oposição, uma reação de rejeição, ruptura e revolta”. (Dr. Minh Dung Nghiem)    

 

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Um Grande Abraço!

Leonardo Júnior   

 

2 Comentários


  1. Bom dia, Leonardo! Tudo bem? Meu nome é Lorena e eu sou estudante de jornalismo da PUCPR. Estou fazendo uma reportagem sobre a importância da música para o desenvolvimento das crianças e adolescentes . Você pode me conceder uma entrevista (via Whatsapp ou como preferir) sobre esse tema?

    Agradeço desde já,

    Lorena Rohrich Ferreira.

    Responder

    1. Bom dia Lorena!
      Com maior prazer. Entre em contato comigo, para alinharmos bem isso!
      Whatsaap: (62) 99161-0630

      Responder

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